28 junho 2010

UM LUGAR PARA RECORDAR

SCORPIOS BAECH HOTEL
Monolithos - Santorini – GRÉCIA

Tenho já visitado alguns países do mundo, desde a Europa às Américas.
Já tenho estado alojado em excelentes hotéis, mas permitam que lhes diga que o Scorpios Beach Hotel em Monolithos, parece ter sido criado especialmente para mim.

Não se trata de um luxuoso hotel, onde os hóspedes se sentem na obrigação de pedir desculpa por cada passo que dão.

O SCORPIOS é um hotel simples, familiar, que os jovens proprietários herdaram de família, recuperaram e há doze anos se encontra em funcionamento. Este hotel tem tudo, o necessário e suficiente, para proporcionar aos visitantes uns dias tranquilos, com o romantismo e familiaridade que há muito se perdeu nos hotéis estereotipados do turismo massificado do mundo.

Acredito que o espírito, amor e dedicação, que o artista, pintor, escultor, escritor, dedica ao seu trabalho, fica indelevelmente ligado à obra e se transmite a quem com ela contactar. De igual modo o proprietário, o hoteleiro que ama a sua profissão, o fruto do seu trabalho, deixa impregnado no ambiente da sua casa, um bem-estar, que se transmite aos clientes e visitantes. Talvez seja essa a razão entre o sucesso e o insucesso de alguns empreendimentos. Nada floresce, nada se cria, sem dedicação e amor.

Talvez seja este espírito, demonstrado até nas coisas mais simples, que faz do Scorpios um lugar tão acolhedor.

Voltei a tomar contacto com a natureza rural, voltei a tomar contacto com as coisas simples da vida e pequenos objectos do dia a dia, cuja existência já me havia esquecido; tal como o simples, insignificante e primitivo ferrolho das portadas de madeira das janelas.

Ferrolho das portadas das janelas




Um pormenor da decoração

Um “gira-discos” e uma agulha de marear




Um antigo louceiro, com peças de cerâmica dignas de um museu.
Faz-me lembrar outro semelhante na casa dos nossos avós

Outra preciosidade, um recipiente para “brandy”,
com torneirinha para encher os copos.


Uma máquina de costura Singer, também ela faz parte da decoração


Finalmente, um pormenor dos moveis e decoração de uma acolhedora sala

Este objecto, não é electrónico. Não indica as horas das sete mais importantes capitais do mundo. Não tem luzes a acender e a apagar e não necessita de ser programado. É uma peça totalmente mecânica, que cumpre cabalmente as funções para que foi criada – Chamar o empregado e denomina-se, campainha.

Até os animais, há muito arredadas das nossas vidas - gatos, cães, e os engraçadíssimos burros, que aqui, por brincadeira, são apelidados de TAXI’s e fazem as delicias dos turistas de todas as idades, em curtas deslocações.

Aqui não temos qualquer dificuldade em apanhar TAXI, nas horas de ponta.



Tudo aqui é simples, não há barulho, e a música, suave, como apontamento de fundo, envolve o ambiente, não só nos hotéis, como até nas mais humildes “tascas”.

Músicas dos anos 50 e 60, que perduraram ao longo dos tempos, como atestado de qualidade. Usada no volume certo, nem muito alto, nem muito baixo, o quanto basta para proporcionar um ambiente agradável e tranquilizador.


MONOLITOS – Uma vista da praia, mesmo em frente ao empreendimento.



Em toda a ilha e particularmente no Scorpios, a afabilidade dos proprietários e dos empregados é indescritível, senti-me regressado a casa. Fez-me recordar os empregados e hoteleiros das estâncias de férias na minha juventude; termas e praias de lugares recônditos do meu Portugal pequenino, no final dos anos cinquenta, princípio dos anos sessenta. Tempo em que o turismo era menos sofisticado e muito mais acolhedor.

Mas não fiquem a pensar todavia, que Santorini é uma estância de turismo para velhos nostálgicos como eu.

Será que a fotografia não demonstra claramente que aqui também há espaço para estas explosões de juventude?! …

Concentração de jovens durante uma volta à ilha

…e pelo aspecto iam divertidos, não incomodaram ninguém, já que o ruído dos motores, era apenas um murmúrio.
Sim, as motas tinham os escapes convenientemente silenciosos.



O resto da Ilha de Santorini; uma surpresa em cada recanto. Um contraste de luz e sombra, onde predominam os tons de azul em fundo branco.

Monilithos - SCORPIOS BEACH HOTEL


SCORPIOS BEACH HOTEL

Em cada curva da estrada uma paisagem de mar, uma aldeia ou uma vila de arquitectura muito característica, que agrada à vista e conforta o coração.


Centenas de jovens de todas as idades, juntos em lugares estratégicos, com as suas câmaras de vídeo e máquinas de fotografar, aguardam pacientemente o espectáculo do fim do dia – O POR DO SOL.


Recomendo vivamente uma visita a Santorini e se me permitem a sugestão, fiquem alojados em Monólitos, no Scorpios Beach Hotel. Um lugar óptimo pelas suas características, para pintores, fotógrafos e escritores.


Agradeço na pessoa do senhor Argyris Vazeos e senhora Jenny Matsagou, proprietários do Scorpios, bem como a toda a família e empregados, os deliciosos momentos de férias que nos proporcionaram.

PORTUGAL, aos 27 de Junho de 2010
Fernando Guimarães Martins

6 Comments:

At 29 junho, 2010 03:24, Blogger Maria said...

Ora sejas bem regressado, Besnico!!!
Era disto que eu precisava. Sair deste rectângulo e ir sem destino - mas podia ser este - no meio do mar, calminho, sem grandes confusões.
Quem sabe um dia...

Beijinho, com saudades.

 
At 15 julho, 2010 20:43, Anonymous O Sal da nossa pele said...

Você está vivo??!!??

Sabia que me lembrei que estivemos a tomar um café no dia sete de Julho de dois mil e sete em São Pedro de Moel?

Para quando outro café?

Um abraço...

 
At 19 agosto, 2010 00:47, Blogger Maria said...

Allô.........
por onde andas navegando...?

bjs

 
At 13 setembro, 2010 01:18, Blogger Maria said...

Alô!!!!!
Diz qualquer coisa, Besnico!

Beijos, a caminho da Ilha!

 
At 03 janeiro, 2011 02:12, Blogger Maria said...

Pronto, zangou-se...
Mas eu não me zanguei, por isso desejo que o ano de 2011 seja um ano com FUTURO!!!!!

Beijo, Besnico.

 
At 01 maio, 2011 22:05, Blogger Flor said...

Cheguei até aqui buscando uma foto da Mexicana e gostei bastante do que vi. Vejo que já não publica há muito tempo. Quem sabe se anda viajando?

Deixo-lhe um abraço
Flor

 

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